Ricardo Poli
   
  Artigos | Revista Free X
  Pránáyáma
 


Expansão da bioenergia através de respiratórios

Você presta atenção na sua respiração regularmente? Durante a prática de esportes você respira com consciência? Fique ligado, respire!

Poderíamos sobreviver por algumas semanas sem ingerir alimentos, alguns dias sem água, entretanto, não resistiríamos a alguns minutos sem respirar. Pense em quanto você pode aumentar sua força e vitalidade; como você pode potencializar seu rendimento e resistência respirando mais e melhor. Não é à toa que muitos dos corajosos que encaram ondas gigantes treinam a respiração com base nas técnicas milenares do Yôga.

Um grande mergulhador chamado Jacques Mayol bateu todos os recordes de profundidade em mergulho com apnéia nos seus tempos. Em 1959, ele deu uma entrevista à televisão e declarou que conseguia aquele desempenho graças aos pránáyámas. Após assistir à entrevista, o DeRose, na época com 15 anos, foi muito estimulado a prosseguir na Nossa Cultura.

Prána significa bioenergia; ayáma, expansão, largura, intensidade, elevação. Pránáyáma designa as técnicas, quase sempre respiratórias, que conduzem à intensificação ou expansão do prána no organismo.

Prána é o nome genérico pelo qual a nossa escola designa qualquer tipo de energia manifestada biologicamente. Em princípio, prána é energia de origem solar, mas pode manifestar-se após a metabolização, ou seja, indiretamente, sendo, então, absorvido do ar, da água ou dos alimentos.

O prána é visível. Num dia de sol, faça pránáyáma e fixe o olhar no vazio azul do céu. Aguarde. Assim que o aparato da visão se acomodar você começará a enxergar miríades de minúsculos pontos brilhantes incrivelmente dinâmicos, que cintilam descrevendo rápidos movimentos circulares e sinuosos. Ao executar seus respiratórios, mentalize que está absorvendo essa imagem de energia.

A respiração yôgi é sempre nasal, silenciosa e completa, com algumas exceções. Mesmo durante os esportes, esforce-se para utilizar sempre que possível as narinas, tanto na inspiração quanto na expiração. Deve ser feita com a participação da musculatura abdominal, intercostal e torácica, promovendo um aproveitamento muito maior da capacidade pulmonar.

Seria impossível passar aqui todas as técnicas, instruções e detalhes que compõem os respiratórios do Yôga Antigo. Ensinarei agora a respiração baixa, ou abdominal que é fundamental e extremamente forte.

Inspire projetando o abdômen para fora, procurando encher a parte baixa dos pulmões; Expire retraindo o abdômen, procurando esvaziar tanto quanto possível os pulmões, especialmente a parte baixa. Guarde esta regra: quando o ar entra, o abdômen sai; quando o ar sai, o abdômen entra. Ar para dentro, barriga para fora; ar para fora, barriga para dentro.

Preste atenção aos bebês respirando e perceberá que eles realizam a respiração baixa, ou seja, todos nós nascemos fazendo-a e com o tempo deixamos de utilizá-la.

Você pode fazer a respiração abdominal sempre que quiser, em todos os momentos e situações. Ela contitui uma forma muito eficaz de gerenciarmos nossas emoções.

Nas práticas de SwáSthya utilizamos muitos outros recursos que potencializam e dinamizam os respiratórios, como por exemplo: treinamento de retenções com ar e sem ar, ritmos, técnicas corporais, mentalizações, etc... 

Para saber mais acesse o site: www.uni-yoga.org e faça o download gratuito do livro Faça Yôga Antes que Você Precise, do DeRose. Consulte o capítulo Pránáyáma.

Ricardo Poli
Instrutor de SwáSthya, o Yôga Antigo. Diretor Geral da Escola Filiada à Uni-Yôga do Centro Cívico. centrocivico.pr@uni-yoga.org.br (41) 3352-6741.

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