Ricardo Poli
   
  Artigos | Revista Free X
  O Brasil está exportando cultura
 

A coisa mais rara é a Europa comprar cultura do Brasil. Tivemos um filósofo brasileiro, falecido na década de 80, que era um verdadeiro gênio. Seu nome, Huberto Rohden. Escreveu mais de 60 livros, traduziu o Novo Testamento, traduziu também a escritura indiana Bhagavad Gítá, etc. Quando jovem ele esteve na Alemanha e, na época, escreveu um livro de filosofia em alemão impecável. Enviou a obra a um editor que a aceitou incontinenti. Mandou chamar o autor para firmar contrato de edição. No entanto, quando Rohden abriu a boca o editor percebeu tratar-se de brasileiro e voltou atrás, recusando-se a editar o livro. “De brasileiros nós não compramos cultura. Compramos somente café”, disse o preconceituoso germânico.

Pois esse panorama está mudando graças, em grande parte, à atuação dos Profissionais de Yôga Antigo do nosso país. Praticado no Brasil há mais de 40 anos, sendo 30 com o respaldo das Universidades Federais e Católicas de vários estados através da formação dos seus profissionais. O Yôga Antigo, resgatado no nosso país, é cada vez mais respeitado lá fora, e hoje Brasileiros são convidados sistematicamente para ensinar a célebre filosofia hindu na União Européia. Esta tradição ancestral está se expandindo rapidamente para países como Portugal, Espanha, França, Alemanha, Inglaterra e outros, para defender o bom nome da nossa terra no Velho Mundo.

O que proporciona seu tão expressivo crescimento no Brasil e aceitação no resto do mundo é o fato de que o nosso método ensina uma modalidade diferente de Yôga que não se enquadra nos estereótipos zen. Quem não conhece o assunto a fundo, supõe tratar-se de uma novidade. Na verdade, é uma antiguidade. É novo apenas para quem desconhece essa proposta de resgate do Yôga Pré-Clássico, pré-vêdico, pré-ariano. Trata-se do tronco de Yôga mais antigo, o qual, certamente, é bem distinto da imagem ingênua que o consumismo ocidental atribui àquela tradição milenar, patrimônio cultural da Humanidade.

É um grande orgulho para nós brasileiros sabermos que além do destaque em vários esportes, na música e em outras áreas o Yôga ensinado no nosso país não deixa nada a desejar nem mesmo ao Yôga ensinado na Índia, país que foi o berço desta filosofia.

Grande parte deste texto foi extraído do livro Yôga a Sério, do DeRose. Diversos livros do mesmo autor e CDs estão disponíveis para download gratuito no site www.Uni-Yoga.org.


Abraço!


Ricardo Poli

Instrutor de SwáSthya, o Yôga Antigo. Diretor Geral da Escola Filiada à Uni-Yôga do Centro Cívico. centrocivico.pr@uni-yoga.org.br (41) 3352-6741.

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