Na última véspera de feriado enquanto curtia uma balada com os amigos lembrei-me do texto a seguir, que foi escrito por uma colega praticante de Yôga e que foi publicado há poucos anos em uma revista especializada no método. Vale a pena compartilhar com vocês, boa leitura!
POR UMA NIGHT NATARÁJA
Por Joana Coccarelli
A prática de Yôga tem absolutamente tudo a ver com a pista de dança. Pratico o Yôga Antigo e me jogo nas baladas do eixo Rio-São Paulo. A intersecção entre uma coisa e outra me conquistou.
Para começo de conversa, você respira melhor, e se você respira melhor, se cansa menos. A respiração também expande a consciência musical, ou seja, você mergulha mais no som. Como se não bastasse o balanço fica mais fluido e pessoal, ninguém dança parecido com você. Os próprios movimentos do corpo são prazerosos, massageiam os músculos. Para completar, há sempre a possibilidade de executar um mudrá – lindos gestos reflexológicos com as mãos, que evocam as melhores vibrações e ornamentam a dança.
Dançar é muito mais do que marcar um ritmo com o corpo. Dançar é para ser belo, é para evocar fluxos positivos, é para e para deixar a galera com vontade de dançar gostoso também.
Não é à toa que a criação da nossa filosofia é atribuída a Shiva Natarája, o rei dos bailarinos.
Enquanto isso, o pessoal do Yôga Antigo plorifera pelas festas e pelos clubes da cidade. Diego Alfaro, 25 anos, enfrentou o último festival trance Earthdance, em Minas Gerais, à base de uma prática completa de SwáSthya Yôga pela manhã e execuções isoladas de técnicas ao longo do dia: “Para quem dança, alongar bastante e respirar direito é fundamental. Um corpo flexível fica muito melhor, mais solto e leve, e a respiração correta fornece muito mais pique para balançar por horas a fio. Além disso, as técnicas do Yôga Antigo aumentam bastante a consciência corporal, o que se traduz em um incremento absurdo do prazer proporcionado pela dança”, conta.
Praticantes de Yôga recusam o drinque, o cigarro, e todos os outros aditivos que “temperam” as baladas de alguns – afinal, o corpo humano, sozinho, está equipado para proporcionar todo o prazer e a resistência desejáveis numa maratona hedonista na pista. As técnicas, por exemplo, permitiram que Alfaro dançasse de seis a oito horas por dia de Earthdance.
Pránáyáma nos pulmões, ásanas no bailado, mudrás nas mãos e endorfina na corrente sanguínea: é você, Natarája.
Para saber outros motivos que fazem do Yôga algo 10, acesse: www.yoga10.com.br.
Abração, até a próxima edição!
Ricardo Poli
Instrutor de SwáSthya, o Yôga Antigo. Diretor Geral da Escola Filiada à Uni-Yôga do Centro Cívico. centrocivico.pr@uni-yoga.org.br (41) 3352-6741.
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